É isso que Valére (Belén Fabra), personagem principal do filme Diário Proibido (Diario de una ninfómana, em espanhol), resolve fazer após breve conversa com sua avó.
O filme narra a história da bela jovem francesa, que perde a virgindade aos 15 anos e a partir daí apresenta voraz apetite sexual.
Além de questionar os rótulos que a sociedade impõe a todo instante, a protagonista experimenta um casamento mal sucedido e uma temporada num prostíbulo de luxo, onde trabalha no que sabe fazer melhor. Mas nem isso a deixa feliz. Entretanto, ela aprende que o casamento e a prostituição são parecidos, pois sempre haverá alguém que se sentirá seu dono, seja seu marido, uma cafetina ou um cliente insano.
O filme, que entrou em cartaz na última sexta-feira, é adaptação de Diario de una ninfómana escrito pela francesa Valére Tasso. O livro vendeu 200 mil exemplares somente na Espanha, onde a Bruna Surfistinha francesa vivenciou o auge de suas picardias.
Vale lembrar que o longa de 96 minutos entra naquela lista de filmes que se odeia ou se adora.
O elenco conta ainda com nomes como Leonardo Sbaraglia, que interpreta o marido ciumento e drogado e Geraldine Chaplin, que interpreta a avó e que já trabalhou com David Lean, Pedro Almodóvar e Robert Altman.




Este último chegou a ser proibido pelo então chefe de polícia do Distrito Federal, coronel Geraldo de Menezes Cortes, alegando que o filme mostrava apenas aspectos negativos do Brasil. Ela ainda teria afirmado que o título do longa era uma grande mentira, já que “a média da temperatura do Rio nunca passou dos 39,6 graus”.
Com apenas 28 anos, o diretor de cinema Fernando Grostein Andrade retratou em pouco mais de uma hora a trajetória de Caetano Veloso. As filmagens ocorreram em São Paulo, Nova Iorque, Japão e Itália.

